quarta-feira, 15 de setembro de 2010



Gosto de dias cinzentos.
De olhar o céu,
contemplar a incerteza
do que há-de vir.
Gosto da melancolia destes dias.
De fazer tudo com calma,
da serenidade.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Snow Patrol - Open your eyes

Tenho um nó na garganta! Ahhh!! Eu não choro de tristeza! É revolta que escorre dos meus olhos! É a minha impotência! Sabes é a vontade de dizer tudo e nada sai... e é um turbilhão na minha cabeça e pura e simplesmente não me consigo exprimir, expressar ou coisa que o valha! E a única coisa que te queria dizer é que tudo isto é bem real. Não, não é um sonho. É puro viver a vida, é sonhar e querer mais, é pensar mandar tudo ao ar mas no segundo a seguir abraçar com força, não largar, não abandonar. É rir, dar gargalhadas estúpidas, mas que fazem todo o sentido. E dói, dói e magoa e entristece. Mas escuta, é real. É isto que eu quero. Viver, viver-te, viver-nos. Com toda a força e inconsequência que possa existir. Não nem sempre sei pensar, mas ensina-me. Ajuda-me a crescer, contigo. Mas agora dá-me a mão. Deixa-me sentir-nos. Aconchega-me. Protege-me.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vale a pena!
Rir
Chorar
Gritar
Calar
Pular
Correr
Querer
Ter
Falar
Espreitar
Cantar
Sonhar
Só e apenas porque
Vale a pena!

sábado, 14 de agosto de 2010




Calmo.
Silencioso.
Forte.
Desajeitado.
Mas.
Firme.
Cheio.
Quente.
Sente.
O meu abraço em ti.

Portas




Entra e fecha a porta.
Se preciso for, constói uma parede.
Guarda apenas o sítio dela, na memória.
Não olhes para trás, não espreites o que esteve atrás dela.
Dá-me a mão. Firme.
Vem conhecer e abrir comigo as portas do que é meu.
Não tenhas pressa.
Não queremos ser atraiçoados por qualquer porta que possamos abrir.
Vamos ser cautelosos.
Sente comigo o som da chave que entra na fechadura.
Rodamos juntos a chave, a porta já se abriu.
É mais uma divisão, com mais portas.
Queres abrir? Mas dá-me a mão.
Não te percas de mim.
Não me quero perder de ti.
Não quero abrir a porta errada.
E tu também não.
E se acaso fechar alguma, fecha-a comigo.




quinta-feira, 8 de abril de 2010


'Diz-me o porquê dessa canção tão triste
que me diz não vir de ninguém
decerto alguma coisa tu pediste a essa voz
que tu não sabes de onde vem

diz-me o porquê dessa canção tão triste
me fazer sentir tão bem
decerto alguma coisa mais te disse a mesma voz
que tu não dizes a ninguém

eu sei que tudo ser em vão é triste
como é triste um homem morrer
pergunta à voz se essa canção existe
e se ela não souber ninguém mais vai saber

diz-me o porquê desta canção tão triste
te fazer sentir tão bem
decerto eu oiço a voz que tu ouviste
talvez tu saibas de onde vem...'

Manel Cruz