quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lembras? Aquela lágrima silenciosa que me escorreu quando me abraçaste. Lembras? O meu abraço forte em ti. Lembras? O silêncio que nos envolveu. E tu que ficaste aflito, receoso, ainda assim abraçado a mim. Lembras? Os sorrisos que se seguiram, os abraços e os beijos, os carinhos. Sussurei-te ao ouvido o tempo todo. Lembras?
Lembras mesmo? Eu não. Só recordo a minha impotência perante aquelas lágrimas que se seguiram à primeira que ficou no canto do olho. Ah!... Se me lembro. Todo aquele conforto que senti no teu abraço. Toda aquela sensação de bem-estar, de plenitude que me fizeste sentir. Eu, ali, despida de tudo, no desassossego do meu coração, esse que batia a mil. E tu, que me aconchegaste no teu colo daquela forma. Lembras?
Naquele momento todas as juras de amor, todas as palavras, todos os gestos, tudo, mas tudo mesmo, fez sentido.

Plenitude




Há qualquer coisa em ti que me fascina.
Sorte ou destino?
Coincidências?
Não existem.
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sábado, 7 de novembro de 2009

Ao longo da vida apostas sempre na árvore que crescerá mais. Aquela que será mais e melhor sucedida. A que dará maiores frutos.
Descuras as outras. Aquelas que à priori esmorecem. Estão meses sem florir, anos sem dar fruto.
Esqueces as tais que embora frágeis se vão fortalecendo. Demora. Dão frutos. Pequenos, mas saborosíssimos.


As vezes é preciso não sonhar demais, não querer demais, não pensar demais. Sentir. Chega...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

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You think you know But You have no idea
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terça-feira, 29 de setembro de 2009



Somos
Cafés, bares e afins
Mobília, paredes e alicerces
Somos
D'onde passamos horas a fio
Fazemos
Tudo e nada
Falamos
De tudo e nada

Conversas à volta do vinho
Prolongam o Verão
Esse que por agora
Tem outro sabor

Sabe Bem
Tudo em ti
Em nós
Sabe Bem
Nós é que não sabemos

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Quando somos miúdos todos nos dizem que há-de chegar o dia em que vamos fazer diferente, ser diferente, pensar diferente. E quando te apercebes já passou o dia: já fazes diferente, és diferente e pensas diferente. Cresces e vais passando inevitavelmente por todas as fases humanas. Nem sempre te apercebes da nova fase. Melhor ainda, é dificil encontrar alguém que alguma vez se tenha apercebido daquele exacto momento da mudança.
Não eu não estou numa de dizer que cresci. Sou mais uma que não quero crescer nem nada do género. Até chegar o dia em que percebo que mudei e pronto até aceito.

Hoje não fiz diferente. Não fui diferente. Mas pensei diferente. A sensação foi estranha. Uma tal impotência que nunca tinha experimentado. Aquele sentimento de querer mudar o Ontem, o Hoje e o Amanhã. Mudar pensando.
Não cresci.

Acordei com o meu mundo a cair-me em cima.
Amadureci.